terça-feira, março 27, 2007

domingo, janeiro 21, 2007

verborragia

eu que já sou de pouco entendimento as vezes me surpreendo com os resumos que as pessoas me passam. já se sabe, sou de pouca confiança, voluvél demais, como aqueles que quando se expreme, escorrega feito sabonte, cai no chão - e quando você acha que está pegando, a água corrente leva o dito cujo adiante novamente.
das vezes, a divisão se fez necessária, no adiantamento, a subtração se tornou fato.
corre, corre, corre e não chega a muito lugar não, mas quem sabe eu, aquele de pouca confiança, consega seguir sossegadamente.
tony tornado se afundou com a br3, as curvas da estrada de santos fica muito mais legal na voz de elis regina que na voz do rei roberto.

deixa eu cá, que já não se repete todos os dias na mesma cama.

terça-feira, dezembro 19, 2006

o cheiro baunilha na cor caramelo

eu já não sei até que ponto os traços negros que delineam seus olhos me enfeitiçam a ponto de eu parar ou fugir para não acertar. sabes que tem ar de mistério, mas o teu conteúdo não é a mim muito relevante; sendo que tens vinte anos, considere te ordinária - no sentido dostoiévski da palavra. essas longas madeixas, esses olhos cor-de-mel, o sorriso fechado mas com a gargalhanda que escarna grandes dentes e ressoa uma sonoridade tão intensa que me sinto fisgado e paraliso;

- você, olha para o lado, no trajeto do olhar me fita, um instante; e de maneira imperativa me consome.

considero-me dentro do jogo.

segunda-feira, novembro 13, 2006

só pra ti

aqui nesse lugar mora,
saudades de senhora
em que todas as luas,
são tuas;
minh'alma apaixora

coração que estala,
mas que nada

então eis desse dia
um pouco de embriaguez,
no misto da poesia

só pra ti morena

só pra ti

sexta-feira, novembro 03, 2006

estórias curtas #1

ando pensando em cortar meu cabelo. há pelo menos um ano e meio que eu mesmo os corto.
não confio em barbeiros e cabeleireiros - é claro, os mais baratos e alguns caros são dessa estirpe - são burros! não comprendem os despenteado, acabam, na maioria das vezes, cortando muito curto e ainda de desculpam, lança argumentos do tipo:
- é que seu cabelo cresce rápido, se cortasse menos, seu cabelo iria ficar comprido rápido demais...
bela desculpa para um corte ridículo.