segunda-feira, outubro 31, 2005

mamãe

ela é dona de tudo,
ela é a rainha do lar,
ela vale mais para mim...
que o céu, que a terra, que o mar...

ela é a palavra mais linda
que um dia o poeta escreveu,
ela é o tesouro que o pobre
das mãos do Senhor recebeu.

mamãe, mamãe, mamãe...
tú és a razão dos meus dias,
tú és feita de amor, de esperança...

ai, ai, ai, mamãe ...
eu crescí e o caminho perdi,
volto a tí e me sinto criança

mamãe, mamãe, mamãe...
eu te lembro o chinelo na mão...
o avental todo sujo de ovo...
de eu pudesse, eu queria outra vez mamãe
começar tudo, tudo de novo!


uma professora adorava me colocar pra recitar isso nos dias das mães no primário porque eu tinha cara de anjinho e recitava docemente os versos, no tempo sabe.
isso foi no primário, não tinha nada a ver o poema na época, e hoje muito me diz

lost soul forever...

i thought this while reading a lovely love story.


questões minuciosas de minha vida para se resolver, agradecendo a todos que estão colaborando, transição aquariana, até quando dura essa merda?
meu planeta regente ficará próximo a terra de novo, me dará uma nova revelação?
balela, o verdadeiro mistério da vida não é um problema a ser resolvido, é uma realidade a ser digerida.

assisti "a noiva cádaver" último sábado, consegui comprar meia entrada e entrar (fato inusitado), fui acompanhado por um casal de amigos. a uma poltrona de diferença havia uma garota, de sorriso adorável, me rendeu várias trocas de olhares no intervalo das risadas (onde eu sempre olhava para a poltrona vazia para me esquivar da felicidade do casal de amigos), e o mais irônico, ela estava acompanhada de um casal de amigos também. devia ter falado o que eu desejava naquele momento para ela.

hoje sonhei com a kim gordon beijando meu rosto no backstage do claro que é rock, será premonição?

hoje é aniversário de mamãe, cinqüenta e um anos de idade, no dia das bruxas, a mulher que me ama mais que qualquer coisa nesse mundo, e eu as vezes nem faço por merecer tal fato.

sábado tem "casa dos budas ditosos", peça com fernanda torres. fico pasmo com o preço, simplesmente o mesmo preço de sampa, um absurdo pra uma cidade de trezentos mil habitantes, mas a peça compensa, pena ser um preço tão caro para um monólogo, me resta um pequeno golpe, o velho macacote agito.




todos deveriam estudar semiótica.


...

sexta-feira, outubro 28, 2005

por que

por que você me quer assim
triste traiçoeiro
se eu posso dividir meu corpo e meu amor
pra que ficar assim desesperada
se ele falou que não lhe quer Até de manhã
vou esquentar os pães
teus dedos
até de manhã
vou esquentar os pães
teus dedos

na vida tenho muito que dançar
para aguentar o peso
pra parar de pensar no erro
por que você não quer
ficar tranquila um pouco
seu rosto é mais bonito rindo

quinta-feira, outubro 27, 2005

pra ser só minha mulher

ah, que esse amor me arrasta
me gasta e me faz sofrer
mas me devolve a vida
escondida em quartos que eu não quis dormir
ah, esse amor bandido
contido quer me machucar
mas só me traz verdade
que a idade toda não consegue dar

abra os braços pra me guardar
que eu todo vou me entregar
começo, meio e fim
e a minha cuca ruim
aperte a minha mão
esse caminho é a solução
pra lhe levar se quiser
para ser só minha mulher

ah, esse amor selvagem
passagem pra loucura e pra dor

mas, me faz crer na sorte
me faz forte
como o bicho mais feroz
ah, esse amor aflito
que eu grito e ninguém pode ouvir
mas, me entrega um sonho
que eu componho em versos pra você dormir

abra os braços pra me guardar
que eu todo vou me entregar
começo, meio e fim
e a minha cuca ruim
aperte a minha mão
que esse caminho é a solução
para lhe levar se quiser
para ser só minha mulher

abra os braços pra me guardar...

surpresas da noite e algo mais...

acordo o dia na correria, abre as portas da loja, ligam-se as máquinas e prepara o coração pra noite.
é, o cara do samba pra burro, condomblack e sem gravidade iria tocar aqui na cidade...
e tocou, digo maravilhosamente, porquê há uma história por trás, adoro música pelas histórias que traz.
a tarde era mística, um camarada me deixa um paradinha, do tamanho de um tic tac (um pouco maoir até), verde, duro e muito cheiroso. diga-se de passagem que a noite estava feita pra mim, pois havia planejado de ir numa boate onde rolaria bebida free, mas não tava nem um pouco afim de ir lá, vocês sabem né, ficar pagando um pau pra otários, eu sou maluco.
e na frente do pico eu encontro os malucos, há, diego "che guevara", pink, gustavo e lucão, os trutas de limeira, com uma safra recém collhida de um dos três que brotaram (tive oportunidade de vê-las ao vivo e meu amigo, são cheirosas quando estão no pé).
e assim se prosseguiu a noite, serena, amiga, turva, massa, pessoas diferentes, semelhantes, sem 'patifaria', ao som de pernambuco, terra da família, deu pra dançar, deu pra curtir e até ronnie von ouvir.
e o otto é uma figura a parte, gente boníssima pessoalmente (já cruzei uma vez com ele na praia de santos, onde rola aquela estátua do surfista, muito inusutado) e no palco é irreverente pra cacete.

ah, esse amor selvagem
passagem pra loucura e pra dor

terça-feira, outubro 25, 2005

o peso de ser homem

eu não menstruo, mas convivi um bom tempo com esse fato e sei de suas decorrências, e vocês sabem por quê seu pai ou seu irmão as vezes ficam calados?
eu não tenho múltiplas explosões hormonais por segundo, mas convivo com isso quase que diariamente com a mulheres da minha vida, e vocês sabem por quê muitas vezes fiquei calado?
vocês sabem por quê o mundo gira ao seu redor?
sabes da angústia que me preenche todos os dias?
por quê tenho que trabalhar então, apenas para meu sustento?
achas mesmo isso?
e o peso?
sabe do peso que é acordar todos os dias e ter que ser uma pessoas forte para não demonstrar fraquezas perante vocês?
e se somos perdedores natos?
por quê se esquivam na hora que sabem, achas que não somos quando nos conhecem?

eu nem sei por que escrevo isso, fui criado por uma que me jogou os pesos de ser homem de maneira bruta como "não seja vagabundo" "vá trabalhar" "aonde você acha que essas coisas que você faz com essa massinha vão te levar" "eu sei que você é inteligente, mas pensamentos não trazem comida pra mesa"

desabafo.

hipocrisia

me dê uma para beber.

segunda-feira, outubro 24, 2005

que vontade de sair correndo pelado na rua gritando EU TE AMO!

sensação, desespero. vontade de fazer uma coisa.
tenho aqui muitas inspirações para tal.
uma pequena caixa de sápato e uma importante notícia dentro?
ou apenas um distanciamento curto, cruzamento das duas mão com as palmas pra frente e os dedos cruzados dizendo E-U-N-Ã-O-T-E-A-M-O-M-A-I-S?
não, não sei.
me digam "não seja loser garoto, bola para frente, há muitas ninfetas por ai"
sim, há milhares, muitas delas eu conheço, mas viro pra mim e digo, e daí?
obsessão, paixão, amor, desespero, colo, carinho, carência?
não sei, acho que o mais perto é desprezo.
não pelo fato ou acontecimento, mas sim pela declaração enrustida de "água abaixo todos os planos"
é, lacuna eu, lacuna tu.
músicas tristes irão me confortar?
não sei, mas pelo menos já é um começo.
então, já, já, já, já vai!
e não foi.
e fica aqui esse refrão:
"won't you come?/cause I've been waitin'/won't you come?/cause I've been waitin'/see if it's true"

é inconsciente...

deveras meu amigo ser intencional, mas não é
se fiz, faço ou farei é inconsciente
ah! vida sem rédias, sem rumo e só destino
ontem foi como algum dia, não lembras?
aquele em que eu estava fraco e você pensante
mas não há o que dizer que conforte um ao outro
apenas sermos o que sempre somos
é isso que me atrai em você
e acho que é isso que te atrai em mim
foram longos os anos das caminhadas
e digo isso por afirmação
lembro me mais dos últimos anos
do que os tantos da minha infância
como disse a outros agora digo a você:
- é intenso e não acaba.

eterno.

sexta-feira, outubro 21, 2005

for what you dream of?

poxa, desabafo personas:
- há muito tempo não fazia o que ando fazendo ultimamente, e me sinto desgostoso por estar fazendo novamente.
mas estou fazendo outras em que estou achando muito massa, coisa que não fazia com tal dedicação antigamente e tal.
causar a revolução do pensamento sempre foi a vontade do garoto!

quinta-feira, outubro 20, 2005

mais do que ser é ter?

O filho perguntou pra mãe:
- Mãe, posso ir no hospital ver meu amigo? Ele tá doente!
A mãe responde com uma pergunta:
- Claro, mas o que ele tem?
O filho com a cabeça baixa diz:
- Tumor no cérebro.
E a mãe furiosa diz:
- E você quer ir lá pra quê, vê-lo morrer?
O filho lhe dá as costas e vai...
Horas depois ele volta vermelho de tanto chorar dizendo:
- Ai mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente...
A mãe com raiva :
-E agora? Está feliz? Valeu a pena ter visto aquela cena?
Uma última lágrima caiu de seus olhos e acompanhado de um sorriso:
- Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e me dizer "EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VINHA!"

Moral da história:
A amizade não se resume só nas horas boas, de alegria e de festas.
Amigo é para todas as horas, boas ou ruins, tristes ou felizes.
"Não importa se você está longe ou perto. O importante é que você existe, para que eu possa sentir sua falta"

the rock is dead

mas que fato interessante...
veja o rock como a manifestação moderna do caipira, o som em que você pode falar sobre o que quiser e como quiser e sentir, como o folk, country, blues, sertanejo, embolado, maracatu, etc.
é impressionante: "rock", "uau", "yeah" - a resposta punk aos shows de grandes estádios foi a simplicidade.
mas isso pouco importa, nem sei porque escrevi.
o fato é que ontem a baladinha me surpreendeu, começou speed, em meio a trampos (é sim, ela começou exatamente no trampo), depois uma volta no supermercado, tromba um camarada, desce pro pico e tromba o resto, zuação geral, drogas, alcool e muita água, muita água.
digamos que 3/4 da festa foi regado a conversa e divagações e a última parte foi a melhor, surf music, power trio e muita dança, muita dança.
caracá, há quanto tempo não dançava um surf music, as últimas duas que eu me lembro foi ao som de supersônicos e ambervisions (com a piada clássica do vocal "vocês gostam de raul?", resposta visceral da galera "toca raul!" e e retórica displiscente da persona banda "pois eu, NÃO!".
e fora o power trio maginal, eu, caiçara e jonathas.

quarta-feira, outubro 19, 2005

trilho de trem?


é isso o que eu começo a fazer agora (ou voltando)

terça-feira, outubro 18, 2005

ctrl+alt+del

mas antes copie, cole e feche.
mais nenhuma informação a se concretizar, mais nenhum momento a perder.
então assim, você recostura por cima dos rasgos pequenos retalhos que lhe restam e ainda tantos outros sobram para se fecharem.
veja e faça, com o tempo aprenda.

vida é cambalhota; travou?
ctrl+alt+del.

mas nunca se esqueça do efeito bumerangue, exija sempre back-up, para revival futuro.

segunda-feira, outubro 17, 2005

e tum tum, parou...

eu não, hoje ocorreu fatos estranhos.
alías, há tempos que ando de tal maneira.
mas sabe, de uma maneira romântica eu fui ludibriado hoje, ou talvez não, teria sido mesmo apenas o acaso ou mera coincidência de destinos.
bem, de fato quando ela disse:
- mas talvez se você tenha uma dúvida posterior ou queira apenas conversar, pode ligar nesse telefone, meu nome é viviane.
- não, tudo bem.
eu pensei cá comigo - ela está com outras intenções - deus, quanta inocência.
ela apenas me seduziu para fazer uma venda, pois a mesma me declarou, logo depois, que precisava cumprir a meta. e por isso estava até tal hora no serviço, pois a questionei sobre seu horário de trabalho e estava mais do que passado do habitual.
mas pensando bem, ela foi sincera e me agradeceu, até pediu que eu não comentasse nada com o seu chefe, o que logo evento se tornaria fato; apenas para checagem e gravação, como uma assinatura, um contrato - de fato foi engraçado.
ainda mais quando ela falou que iria checar meus dados. eu deixei o telefone de lado e comentei com o peruca que "a mina do telefone me xavecou".
e quando voltei ao telefone, ela perguntou:
- o que você disse para o seu amigo!?
- ah, comentei com ele que você estava me xavecando... - quanta astúcia a minha, nem eu acreditei que disse isso a ela!
- ai, mas é sério, me liga ae qualquer hora.
- tudo bem, você tem e-mail, alguma dessas coisas modernas e por ai vai?
- ah, eu nem entro muito na internet, mas pega o número do meu celular...
e assim foi o fechamento da conversa.
agora fica apenas a lacuna, o que será que eu posso fazer acontecer, se isso mesmo acontecerá?
rs.

horário novo

"o verdadeiro mistério da vida não é um problema a ser resolvido, é uma realidade a ser vivida"
perdi uma hora de sono, agora terei que acordar mais cedo, mas qual a diferença.
vejo muitas promessas, típico de uma mudança como essa, o horário perfeito para se começar uma nova atividade, o ano perfeito para se começar novos desafios, a cidade perfeita para se morar, a lua perfeita para se cortar o cabelo, a estação perfeita para sair de férias.
a busca pela perfeição, ou como já outrora disse: - essa velha cólera moderna, o complexo de inferioridade generalizado.
seja o que for, faça o que quiser, nunca seja o suficiente, nunca igual e sempre o melhor.
báh, estou cansado disso, inferioridade que gera pseudo superioridade.
o que eu tenho melhor que você?
e por que se comparar a mim?
deixa pra lá, não é.

quinta-feira, outubro 13, 2005

reticências...

e falar o quÊ?
NESSE EXATO MOMENTO TENHO PÂNICO!

pânico alguns de vocês sabem até o porque.
aquele que gera a dor, aquele que sucumbe diante insatisfação, aquele que fere com ingratidão, aquele que treme seu carater.
olhe o que a vida fez comigo.
olhe o que vocês fizeram comigo.

sussurros ao léo.
ventos ao neo.
olhos fechados.
suspirar.
gritar.

a única maneira de me confortar é expressar.
expressar toda a palavra em raiva.

expresse toda a sua palavra em raiva
expresse toda a sua palavra em raiva
expresse toda a sua palavra em raiva
expresse toda a sua palavra em raiva
expresse toda a sua palavra em raiva

como a minha professora pedia na minha época de escola:
- 100 linhas escrito "não deixarei de fazer lição de casa"

amor na primeira picada

amor na primeira picada
pulsação febríl e forte
estala pupila fechada
estoura na última balada
quantos sorrisos seu até a minha
morte suja, torpe e regressiva?

a picada seria forte
se fosse teu desejo.

um rojão para aparecida...

depois da noite bizarra (e não falo isso da boca para fora), acho que tive uma noite levemente tranqüila.
acordando as oito e trinta da manhã, junto com os pedreiros da obra na casa ao lado, encontro minha mãe despertando também, recebo um convite pra ir junto para o supermercado comprar algumas coisas pro café da manhã, digo que sim, mas que antes iria comprar cigarros no bar enquanto ela se trocava e fazia um café fresco.
acho que a muito tempo não fazia isso com ela, ficamos em casa, conversando, ela me contando como andam as aulas da faculdade, sanando sua dúvida (quem diria), sobre "regra de três" simples, não estava acreditando que a minha querida mãe não tinha tinha sacado a lógica em cinqüenta e um anos de existência.
divertido. só posso dizer isso, planos futuros, dois corações abalados, perguntas sobre meu pai e sua mulher (o mais engraçado é que na véspera encontrei os dois, meu pai chapado durmindo no banco do passageiro, sua mulher dirigindo e um casal de amigos atrás, claro que eu não deixei passar em branco, já estava chapado, a noite tinha sido pra lá de bizarra, alguma coisa tinha que ser engraçada naquele momento).
promessa de filho, benção de mãe, assim fechou-se a manhã e a minha proposta de lhe fazer um almoço, o velho macarrão ao molho branco com brócolis e presunto (até ensinei o molho especial de muzzarela pra laine, agora esposa do gleiton, no supermercado), e lá fui eu.
por estar na rê bordosa nem me arrisquei a provar, fiquei apreciando, junto com ela, uma cervejinha e o acústico do roberto carlos, mãe e filho.
a tarde tinha sido programada previamente, iria com o jonathas tirar fotos com a máquina da faculdade, reservava um contato menos tímido com máquinas fotográficas analógicas, pois só me lembro de usar uma no mesmo naipe na infância, com a do meu pai (que existe até hoje).
lá, conversa vai, conversa vem, brainstorm rolando e surge a idéia de contrastes:
- a viola e o caipira, a guitarra e o moderno.
ambientes escolhidos foram:
- trilhos de trem e o alto de um edifício.
extremamente prazeroso, dois amigos, no alto do prédio, trocando idéia, companheirismo, psimomentos e viva a vida.
e bom, como não foram fotos digitais, só posso dizer que terão que esperar o jonathas revelar as fotos no laboratório da faculdade e digitalizá-las pra poder mostrar a vocês, óbvio?

digamos assim, foi um dia de nossa senhora da aparecida prazeroso, e é claro, a santinha foi em casa também.

terça-feira, outubro 11, 2005

me dá uma carona

a coisa boa da vida passa ao meu lado.
junto vão lembranças, engatados atrás, lá, se vão os momentos.
o novo pede passagem, junto com a caravana de idéias e flash de novos tempos.
e o motorista?
incrível como todos se pareçam comigo.
me dão uma carona?
posso pedí-la sem me exitar?
me deixem partir junto com vocês!
ou querem que me prenda cá até resolver meus problemas?
será esse o motivo o qual meu carro sempre está no mecânico?

flor de lis

valei-me Deus, é o fim do nosso amor
perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu
mas não sei o que fez tudo mudar de vez
onde foi que eu errei
eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
será, talvez, que minha ilusão
foi dar meu coração com toda força
prá essa moça me fazer feliz
e o destino não quis
me ver como raiz de uma flor de lis
e foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira
morto na beleza fria de Maria
e o meu jardim da vida ressecou, morreu
do pé que brotou Maria
nem margarida nasceu

segunda-feira, outubro 10, 2005

não linear

como se fosse possível!
fazer histórias e amores de maneira não linear.
apenas juntar fragmentos e montá-los.
primeiro aquele calor intenso do primeiro olhar até os primeiros beijos, depois o planejamento e a vida.
não linear, quem dera eu poder amar assim, se é que já não amo.
se não amo, é da ausência na infância, que fica difícil acreditar depois que tudo desmorona, então ao pequeno pedaço de suporte eu me agarro e fico lá, pendurado.
na verdade tudo isso é mentira, eu sou o próprio a quem me suporto.
faltam cinco.
mas cinco o que?
é fato.
sempre o melhor, o melhor e o melhor.
as pessoas se esqueceram do vinho, de como ele fica bom com o tempo.
as pessoas se esqueceram dos outros, pois nada importa senão elas mesmas.

somos a sociedade do complexo de inferioridade e do narcisismo.

sábado, outubro 08, 2005

centlo cultulao

fui convidado por um amigo - "vai rolar minha festinha de aniversário lá" - disse ele.
me passou o endereço, e lá fui eu para o lugar.
chegando lá, um portãozinho fechado, e uma galera indo embora porque o tal de lao disse que era festa fechada, mas umas meninas quiseram ser insistentes e ficaram atras de mim, pra ver se eu conseguia entrar.
toquei o sininho e o lao apareceu no portão - "eu vim pro aniversário do wendel"
- você disse as palavras mágicas, abre-te césamo!!!
e as meninas sem acreditar - "agente pode entrar também?"
- afunda junto, senão vocês ficam aqui fora.
desço a escada, chego num porão, cheio de cartazes com textos do lao (muito interessantes por sinal), ao meu lado direito uma sala com almofadas, um piano e um violão e uma galera confraternizando.
segui para a esquerda, cheguei no "barzinho", onde se vendia uma pinga preparada pelo lao, cerveja itaipava estupidamente gelada, vinho (tinto suave ou seco e branco suave) e bolos e salgados hippies. numa mesa havia um zine escrito pelo lao e pedido de contribuição, num outro potinho tinha o papel da sorte (o qual me deixou muito envolvido com o que me separara).
desço pro quintal, várias pessoas que eu não conheço bebendo e conversando, atravesso uma singela ponte e chego numa espécie de domo (pois lá se fazem exercicios de tai chi, limpeza de chakras e por ae vai), e vejo meu amigo, o wendel, discotecando queens of the stone age e com uma camiseta "puta, que legal é meu anivesário".
meu, tinha o sauer que me azucrinava falando "eu vou arrumar maconha para você", e de tão louco foi pra casa buscar o cd do beck (mellow gold).

ah, depois disso muita coisa rolou, mas deixo pra uma segunda parte, porque eu to meio que voltando da trip de ontem, então deixa eu assimilar todos os fatos e continuar no próximo post (ontem ainda é um sonho pra mim)

quinta-feira, outubro 06, 2005

ultra romântico eu?

gosto das coisas diferentes,
preservo aquele passeio sabe?
a dois de mãos dadas,
caminhando e conversando sobre nada,

naquela avenida extensa e toda iluminada,
observando as pessoas passando,
e sobre elas tecendo comentários,
jamais se preocupando com a presença de carros,
parando em meio a multidão e sussurrando:
- somos os únicos da galáxia inteira.


espero conseguir passar ao menos isso para uma pessoa em minha vida inteira, me sentirei realizado, pois saberei que a pessoa que me ama compreende e eu saberei que a amo; e quando olhar profundamente em seus olhos, receberei seu sorriso ingênuo, então ela terá de volta a mesma sensação que conseguira transmitir.

nostalgias gastronômicas

tudo começou na infância, sempre após os episódios de "cavaleiros do zodiáco", com "a maravilhosa cozinha de ofélia".
nossa, como me instigava aqueles pratos deliciosos, minutos antes do almoço, e nessa época mamãe trabalhava fora e minha irmã estudava de manhã, eu ficava a cargo de fazer o arroz, esquentar o feijão e preparar a mistura.
mas o meu quê era para as massas, como eu enchia o saco de mamãe no supermercado para comprar as massas pré-cozidas de lasanha do garfield, como eu adorava ajudar ela a recheá-la.
e o tempo foi passando, entrei para o grupo escoteiro e por necessidade coletiva cozinhava, mas sempre dava errado, nunca era como mamãe ensinara.
mas eis que um belo dia compramos um microondas de presente para mamãe, e junto veio um livro de receitas, com coisas deliciosas para se fazer no microondas, meu deus - pensava eu - estão assassinando a culinária com isso, cozinhar nesse troço não tem nenhum sabor.
e então, nos meus almoços solitários (minha irmã já estava casada), pegava os velhos cadernos de receitas de mamãe e preparava algo decente para comer, e a paixão foi crescendo, crescendo, e hibernou.
agora que moro sozinho, penso todo o dia em voltar com ela.
delícia não é?

quarta-feira, outubro 05, 2005

para tudo há uma solução...

e não falo isso da boca para fora, mas há dois lados em questão.
primeiro o mais fácil, o exato; o segundo extremamente complicado, o humano.
digo isso por parar agora a pouco e pensar no tema "solução".
os dois lados tem um ponto em comum, o objetivo, é só um, sempre. não importa quem seja ou o que seja, querer chegar no objetivo depende da solução.
uns procuram ser práticos, outros semi-óticos, alguns críticos, muitos sempre querem chegar rápido, mas todos tem objetivos, ah! e claro, procuram a solução.
entenda bem, eu nem sei aonde pretendo chegar com isso, mas é uma questão que tocarei muito em meu dia-a-dia.
preciso de soluções no trabalho, preciso de soluções na minha vida, nesse caso, meus objetivos não distingüem, concorda?
meu trabalho e minha vida são mútuos, independente da mulher que está ao meu lado, do patrão que eu tenho, da casa onde moro, da secretária que atende meus telefonemas (nesse caso sou eu ela mesma), de qual é o meu salário ou até mesmo se não tenho mulher e muito menos emprego - opa calma ai...
é muito óbvio, as decisões tomadas de cada ponto sempre será relevado em conta o outro.
e para tudo há uma solução, mas...

não existe solução mágica

the mars volta

publico apenas essa matéria abaixo que saiu na rolling stone para frisar a frase:

i get stoned just to chande my perspective




eu também

terça-feira, outubro 04, 2005

o idiota

t
h
e

F
O
O
L


é assim que me sinto?
não, não, mero engano meu caro amigo.
se lembre que eu sempre dobro as esquinas, me esquivo das sombras e subo em árvores.
onde está aquela doce criança dentro de você?
você já experimentou a doçura da vida?
ficar parado, olhando o nada, já fez isso durante horas e horas e saiu com impressão que poderia fazer isso o resto da vida?
ultimamente ando cheio de perguntas, eu sei.
mas você ai, que passa horas na frente do computador, já sentiu o gosto do seu teclado?
já olhou diretamente para a tela branca e começou a escrever sem parar, com uma trilha sonora ao momento priore?
e os tramits para se fazer isso são tão banais, e isso soa tão divertido.
já pensou o quanto a internet facilita seu tempo e encurta distâncias?
quer assistir uma palestra engraçada e séria sobre internet, confira aqui (eu assisti ao vivo e te digo, vale a pena)

acordei sonhando com você...

e o sonho estranho foi interrompido por um alarme de despertador vagaroso, crescente e irritante.
fiquei deitado alguns minutos apenas, relembrando trechos que se assimilavam a sentimentos e que me deixaram angustiado.
nesse momento pensei se meus sonhos poderiam mesmo ser premonições de qualquer coisa, sabe, se tudo o que sonhara realmente poderia um dia vir a acontecer.
digo isso porque desde a infância me deparo com situações, na maioria das vezes lugares, no cotidiano, que fora sonhado previamente e estes sempre ocorrem como um flash, momentâneo, rápido, e que me gerava muita confusão, como se fossem constantes dejá vu. pensava eu que deveriam ser apenas fertilidades da minha imaginação.
mas passado dois psisegundos desse pensamento, volto a mim e a meus conhecimentos, e me pergunto: - o que são sonhos?
eu não creio que eles sejam manifestações do meu incosciente?
então por quê diabos falo em premonições?
acho eu que faço de tal porque não tenho por onde mais me suportar?
é.
não sei.
importa apenas saber o que sonhei.

segunda-feira, outubro 03, 2005

me faça uma pergunta...

assim como todos os dias.
me façam um pergunta?
claro que eu te respondo...
conto os minutos para você tentar entender a resposta.
mas nunca se cale diante, e use a retórica, sempre.
não engula de olho fechado, não cheire de nariz tampado.
é isso.