sábado, junho 24, 2006

eu consigo ser divertido

"eu não consigo ser alegre o tempo inteiro"
wander wildner

"tristeza não tem fim, felicidade sim"
tom zé


hoje é dia de balada, tem textos pra postar semana que vem...

quinta-feira, junho 15, 2006

e então ele soube o que era DEUS...

a vida era, para jão néias, um tremendo marasmo, criado aos rabos de saia de sua super (bem amalucada) protetora mãe, nunca precisou exitar na vida. era ela que lhe cortava o bife e quem esfriava sua comida (isso até o fim de sua vida). ausente da figura paterna, sua mãe dedicou lhe a vida e uma vida diferente.
a imagem que sua mãe passara sobre as mulheres era realmente torpe e desqualificada, não honrada a qualquer homem sob esse mundo (até mesmo os mais cabaços). nada restava ao pobre coitado senão doses cavalares de "bronha" sob as páginas da revista "contigo", da qual sua mãe era leitora fervorosa.
imagina-se que um ser humano criado desta maneira seja um verdeiro sociopata, a beira de um ataque qualquer, quem sabe na primeira pisada que dê em sua pouca reconhecida (por ele) calçada, e conseqüentemente a rua e o mundo.
é meus caros, jão néias só conhecia bem (digo como a palma da sua mão), as pernas de sua mãe, as pernas da "contigo" e a programação dos canais de tevê infantil.
a não ser pelos discos de cauby, o qual sua mãe escutava freneticamente, e delirava. enquanto a porta de seu quarto entre aberta ressonava mugidos lácteos de: "ó deus, deus, isso! meu deus, óh! DEUS! ISSO! DEEEEUUS!" - jão néias tentava compreender o quão bom o cauby é para sua mãe, a ponto de uma nota vocal conseguir elevar sua mãe a vozes sagradas, como ela frenética e lácteamente arfava.