como se fosse possível!
fazer histórias e amores de maneira não linear.
apenas juntar fragmentos e montá-los.
primeiro aquele calor intenso do primeiro olhar até os primeiros beijos, depois o planejamento e a vida.
não linear, quem dera eu poder amar assim, se é que já não amo.
se não amo, é da ausência na infância, que fica difícil acreditar depois que tudo desmorona, então ao pequeno pedaço de suporte eu me agarro e fico lá, pendurado.
na verdade tudo isso é mentira, eu sou o próprio a quem me suporto.
faltam cinco.
mas cinco o que?
é fato.
sempre o melhor, o melhor e o melhor.
as pessoas se esqueceram do vinho, de como ele fica bom com o tempo.
as pessoas se esqueceram dos outros, pois nada importa senão elas mesmas.
somos a sociedade do complexo de inferioridade e do narcisismo.
segunda-feira, outubro 10, 2005
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