sábado, maio 20, 2006

dostoiévski

acordei estarrecido, cedo como habitual. fiquei preso no meu canto, pensando em todos os problemas que se passa - so, it's my life - como uma canção bon jovi que não sai da cabeça.
vinte cents é o que tenho no bolso, dois cigarros é o que tenho no maço, quarenta cents é o que vejo na poupança e na conta bancária?
é melhor nem comentar.

estou "osso duro de roer", os que vivem a minha volta já não creêm tanto em mim, não que isso fosse importante, mas a pior coisa para minha auto estima agora é ter queda na credibilidade, pois estou começando a duvidar das minhas capacidades.
para você ter uma noção, estou tão por baixo que ao xavecar uma garrafa a mais de cerveja ganhei em troca uma dose de velho barreiro.
bom, pelo menos foi velho, já pensou se fosse 51?

esse meu grito sufocado diante meu orgulho é incompreensível até pra moá, mas eu estou fazendo o que eu estou sentindo que deve ser feito, pro diabo as minhas razões.

dostoiévski, o grande perturbador da consciência

"O extraordinário dele é que encara o que chamamos de neurose como algo natural na espécie humana. A neurose para ele não é o que nós chamamos de neurose. Nisso ele prenuncia Freud."

Um comentário:

Fabio disse...

é a nossa vida besta, rapá.
e vc nao deveria ler dostô com essa idade, como diria uma amiga minha. abraço!